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As rodadas de reuniões para definir a tabela de preços do tabaco da safra 2025/2026 estão marcadas para os dias 19 e 20 de janeiro, após um "atraso excepcional na conclusão do levantamento do custo de produção". A informação foi confirmada pelo presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, no final do ano passado.


De acordo com a Afubra, a safra de tabaco 2025/2026 já ultrapassou 50% do total colhido na primeira semana de janeiro, e a comercialização começa a ganhar ritmo de forma gradual nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A definição do reajuste das tabelas de preço mínimo deve ocorrer em reuniões, na próxima semana, no âmbito das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração).


Segundo Drescher, o problema ocorreu na terceira e última etapa do levantamento, relacionada à mão de obra, fase que normalmente encerra a apuração da safra. Com isso, a comissão de representação dos fumicultores não conseguiu ter, ainda em dezembro, os índices preliminares necessários para discutir possíveis reajustes.


“Um dos motivos para este atraso foi a alta incidência de granizo, o que fez com que nossa equipe de campo concentrasse esforços no atendimento, com a maior rapidez possível, aos nossos associados que tiveram lavouras atingidas”, afirmou o presidente da Afubra.


Com o levantamento concluído, Drescher explica que falta apenas a conciliação final, empresa por empresa, prevista para a primeira semana de janeiro. A partir dessa etapa, a entidade poderá iniciar a agenda de reuniões que deve tratar da definição do preço médio e dos parâmetros que compõem a tabela para a safra 2025/2026.


O presidente também ressaltou que o produtor que comercializa o tabaco antes da definição do preço médio não sofre prejuízo. De acordo com ele, o valor será complementado posteriormente, conforme o índice de correção que vier a ser acordado entre a representação dos produtores e as empresas fumageiras.


A comissão representativa dos produtores de tabaco é composta pela Afubra e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.


Com informações da Afubra e imagem Junio Nunes/Afubra.

 
 
 

Tabacos e derivados embarcados do Brasil alcançaram 122 países em 2025, somando mais de 560 mil toneladas. A Europa foi a principal porta de entrada, com destaque para o porto de Antuérpia, na Bélgica, por onde passou praticamente um quarto de toda a exportação brasileira: 23,32% — mais que o dobro do volume direcionado à China, que respondeu por 11,56% do total.

Na sequência dos principais destinos aparecem Indonésia e Estados Unidos (EUA), seguidos por Polônia e Emirados Árabes Unidos. Juntos, Bélgica, China, Indonésia e EUA concentram 48,01% de tudo o que o Brasil exporta no setor, enquanto os outros 118 países ficam com o restante. Os dados são Comex Stat - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Bélgica x China: volumes diferentes, preços bem distintos

Em valor negociado, a China encostou na Bélgica, apesar de importar menos. O comércio com a Bélgica somou US$ 733.421.283,00 ( R$ 3.960.474.928,20 ), enquanto com a China foi de US$ 576.550.620,00 ( R$ 3.113.373.348,00 ).


A explicação está no preço por quilo. Em 2025, os chineses pagaram US$ 8,89 ( R$ 48,03) por quilo, contra US$ 5,60 ( R$ 30,27 ) no fluxo via Bélgica — uma diferença de 58,75% a mais no valor unitário pago pela China.


Já os EUA importaram menos que a Indonésia e ainda pagaram abaixo dos patamares praticados por europeus e asiáticos, reforçando um quadro de menor apetite (ou menor poder de precificação) no mercado norte-americano.


EUA: queda em preço e quantidade e possível efeito do “tarifaço”

O texto indica que o tarifaço imposto pode ter prejudicado as exportações brasileiras para os EUA, tanto por recuo em quantidade quanto em preço em relação ao ano anterior.

Em 2025, os EUA importaram 35.215.335 quilos, pagando US$ 5,54 por quilo. Em 2024, haviam importado 39.839.653 quilos, a US$ 6,40 por quilo.


Apesar da retração, o desempenho de 2025 ainda supera 2023, descrito como o pior ano dos últimos 25 para esse mercado. E o contraste histórico é grande: há duas décadas, os EUA importavam quase três vezes mais.


Indonésia acelera e quase dobra as compras em um ano

Se os EUA recuaram, a Indonésia avançou forte. Em 2025, o país praticamente dobrou a compra feita em 2024: saiu de quase 21 mil toneladas para mais de 38 mil toneladas.

O movimento ajuda a explicar por que, no ranking por destinos, a Indonésia aparece à frente dos EUA no recorte apresentado, reforçando a mudança de eixo do crescimento para alguns mercados asiáticos — embora com volatilidade.


China oscila: paga mais, mas compra menos em 2025

A China comprou 2,2 milhões de quilos a menos em 2025 na comparação com 2024. O comportamento do mercado chinês é descrito como de oscilações abruptas, com anos em que as compras podem cair para metade do volume do ano anterior.

Essa volatilidade contrasta com a leitura do comércio europeu, que aparenta mais estabilidade ano a ano, especialmente quando se observa o papel da Bélgica como “hub” de entrada.


Antuérpia como termômetro europeu: média alta e sinais de “reabastecimento”

Pela Bélgica — principal porta de entrada do tabaco brasileiro na Europa —, os últimos sete anos mostram uma média anual pouco superior a 120 mil toneladas.


O recorde de 2022, com pouco mais de 148 milhões de quilos, é interpretado como possível “reabastecimento” após um ano anterior de compra mais baixa, de “apenas” 100 mil toneladas. Depois disso, os volumes recuaram para 113 mil e 103 mil nos dois anos seguintes.


No preço médio, houve melhora em 2024, com US$ 6,19 ( R$ 33,43 ), mas em 2025 o valor caiu para US$ 5,60 ( R$ 30,27 ).


Polônia chama atenção: salto de volume, mas com preço baixo

A Polônia ganhou destaque pela evolução do volume: em 2025, importou 26.196.622 quilos, pagando US$ 3,69 por unidade (valor unitário informado). Em 2024, o comércio havia sido de apenas 8,38 milhões de quilos.


No histórico, a média dessa relação comercial é descrita como na casa de 15 mil toneladas nos últimos dez anos.


Com informações do Comex Stat - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Imagem gerada por IA.

 
 
 

O Brasil bateu recorde nas exportações de tabaco em 2025, com 561 mil toneladas vendidas ao exterior. O volume representa alta de 23,36% nos quilos comercializados e crescimento de 13,92% no valor final. Apesar do avanço, o preço médio pago em dólar recuou 7,63%.


No fechamento do ano, o montante exportado gerou US$ 3,389 bilhões, o que equivale a mais de R$ 18 bilhões. O valor fica acima dos quase R$ 16 bilhões registrados no ano passado, quando foram exportadas 455 mil toneladas. Em valor, o resultado supera o recorde de 2013.


Comparação com 2013 e evolução do preço médio

Em números finais, há 12 anos o setor registrou o maior valor final de exportações de tabaco a partir do Brasil, quando atingiu US$ 3.271.073.137,00 ou R$ 17.565.662.745,69 (cotação de hoje US$ 1,00 = R$ 5,37). Em 2013, foram vendidos 626.876.030 quilos, ao preço médio final de US$ 5,22 — quantitativos maiores do que os fechados em 2025, quando se comercializou com o exterior o total de 561.052.572 quilos.


A diferença está no valor médio pago por quilo. Dos US$ 5,22 de 2013, passou para US$ 6,04 no ano passado e gerou o valor final de US$ 3.389.422.882,00 ou R$ 18.201.200.876,34. Nessa mesma linha de entendimento, apesar do valor financeiro maior e do recorde de exportações, de acordo com os dados divulgados pelo Comex Stat — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o preço médio caiu.


Histórico recente e média de longo prazo

Em 2024, os importadores, na média, pagaram um preço médio final de US$ 6,54 ou R$ 35,13 na cotação desta quarta-feira (07/01). No ano passado, baixou para US$ 6,04 ou R$ 32,44. Mesmo assim, é quase o dobro de 2021, quando se pagou “apenas” US$ 3,15 ou R$ 16,97.


Concluindo essa linha de raciocínio, a média dos últimos 25 anos é de pouco mais de 545 mil toneladas, com preço médio de US$ 4,10 ou R$ 22,01.


Com informações do Comex Stat/MDIC e imagem divulgação/SindiTabaco/Afubra.

 
 
 
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