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Os 121.592.522 quilos exportados entre janeiro e abril de 2025 pelo Rio Grande do Sul representaram em valor US$ 804.457.394,00 (R$ 4.488.872.258,52 - na cotação de hoje) e 91,09% de toda a quantidade em quilos de tabaco vendidos pelo Brasil. Os totais brasileiros somaram, no primeiro quadrimestre desse ano, US$ 907.623.403,00 e 133.484.812 quilos. Contudo, se trata de um período de maior movimentação de vendas, diferente conforme cada época do ano.


Em nota, o SindiTabaco explicou a dinâmica de vendas para o exterior, onde há liderança brasileira há 30 anos. Numa análise sobre a "exportação de tabaco, é fundamental considerar a sazonalidade da safra. No primeiro quadrimestre do ano, é comum ocorrer o embarque de remanescentes da safra anterior, seja por questões logísticas ou a pedido de clientes internacionais", explica a entidade e justifica os volumes negociados.


Ao passo que, geralmente no segundo quadrimestre as vendas são menores e, "retomando o crescimento no terceiro, entre os meses de setembro e dezembro". Tanto que esses números de 2025 serão "majoritariamente compostos pela safra 2024/25, que ainda está em fase de comercialização no campo", conforme o SindiTabaco. Ou seja, tem de ser analisados no contexto geral e num período anual para se ter dados mais coerentes.


Comparando com o mesmo período do ano anterior, dos US$ 776.617.321,00 e 128.237.579 quilos negociados, os gaúchos tiveram a fatia de 94,18% do total da quantidade de quilos vendidos no primeiro quadrimestre de 2024 pelo Brasil. Os dados oficiais são do Comex Stat. Há evolução do preço por quilograma, de US$ 5,47 pagos em 2024 passou a R$ 5,97 em 2025. Contudo, em 2021 era menos da metade desse valor por quilo, US$ 3,05, nesse mesmo período de janeiro a abril.


"Além dessa dinâmica sazonal típica, é necessário levar em conta outros fatores que influenciam os resultados, como as flutuações cambiais, o tipo e a qualidade do tabaco exportado, e os mercados de destino. Os dados consolidados refletem a média de diferentes blends, que podem incluir tabacos de maior ou menor qualidade - e, consequentemente, com preços médios distintos", detalha o SindiTabaco.


Outro quesito para mexer no preço é a "exportação de talos, que possui valor agregado significativamente inferior ao da lâmina e, portanto, tende a reduzir o preço médio por tonelada exportada", acrescenta o Sindicato. Por isso, a orientação é de "manter uma análise baseada no histórico anual (de janeiro a dezembro) e considerar as médias dos últimos anos". Em torno de US$ 2 bilhões e 500 mil toneladas de tabaco por ano, na última década.


"Para o período de janeiro a dezembro de 2025, a expectativa — segundo pesquisa da Deloitte (abril) - é de um crescimento nas exportações brasileiras de tabaco entre 10,1% e 15%, tanto em valor quanto em volume. Esse resultado será impulsionado pelos estoques remanescentes da safra 2023/24 (embarcados especialmente no primeiro quadrimestre) e pelos embarques da safra 2024/25, que ainda se encontra em fase de comercialização e processamento", acrescenta o SindiTabaco.


Com informações da Comex Stat e SindiTabaco e imagem SindiTabaco/arquivo.

 
 
 

O resumo da informação é melhor preço pago pelo produto brasileiro no comércio internacional. Em quantidade se vendeu apenas 4,09% a mais, mas em valor subiu 16,87%. Isso porque, o quilo vendido nos quatro primeiros meses de 2025 pegou um valor de mercado 12,21% melhor que o primeiro quadrimestre do ano passado. Os comparativos são em dólar, moeda usada nas exportações brasileiras de tabaco, e de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC/ComexStat).


US$ 907.623.403,00 (R$ 5 bilhões, 200 milhões e 682 mil - na cotação de hoje) recebidos por 133.484.812 quilos, de janeiro a abril de 2025, representam a média de US$ 6,80 por quilo ou R$ 38,96. No mesmo período do ano passado, primeiro quadrimestre, foram 'apenas' 5 milhões e poucos quilos a menos, mas 'somente' US$ 776.617.321,00 (R$ 4 bilhões, 450 milhões e 17 mil). A média dos 128.237.579 quilos, em 2024, ficou em US$ 6,06 (R$ 34,70).


A China liderou, em ambos os anos nesses período, as compras. Mas em 2025 comprou 4,55 milhões de quilos a menos. Mas, mesmo assim, em valor importou US$ 25,74 milhões a mais por conta de ter pago US$ 1,85 a mais por quilo e fechando o quadrimestre em US$ 324.228.954,00 (R$ 1.857.831.906,42). Os belgas compraram mais, porém com preço mais baixo e menos da metade dos chineses por cada quilo comercializado.


Para a Bélgica o Brasil embarcou 22.897.760 quilos ao valor de US$ 4,70 por quilo e movimentando US$ 107.720.541,00 (R$ 617.238.699,93). Ou seja, menos de 1/3 das cifras finais negociada com a China e valor por quilo menos da metade do pago pelos chineses. Em 2024, nesse mesmo período, de janeiro a abril, os belgas haviam pago US$ 5,10 e os asiáticos US$ 7,87. Dados demonstrativos para entender mais a fundo o cenário atual.


Na terceira posição dos importadores aparece os Estados Unidos da América (EUA) com 9.935.459 quilos e preço unitário de US$ 7,13. Valor por quilo melhor dos US$ 5,00 para o mesmo período de 2024 quando comprou quase 12 milhões de quilos. Depois a Indonésia que quase dobrou a compra no primeiro quadrimestre desse ano se comparado ao quantitativo importado de janeiro a abril de 2024.


O quinto país na lista é Emirados Árabes Unidos com pouco mais de 6 milhões de quilos, muito próximo do comprado em 2024, mas com preço por quilo saindo de US$ 4,80 para 6,31. No comparativo do preço médio final em dólar, pago por quilo, é o melhor dos últimos 20 anos. Em volume, o recorde para o primeiro quadrimestre, ocorreu em 2022 quando superou os 200 milhões de quilos. Enquanto em 2017, da janeiro a abril, o comércio ficou na casa de 75 milhões de quilos.


Com informação do SindiTabaco e ComexStat. Imagem SindiTabaco.

 
 
 

Desde 2013, o Brasil exportou apenas no ano 2022 mais tabaco que a média dos últimos 20 anos. Os 584.861.159 quilos vendidos para o exterior três anos atrás superam os 554.134.475 da média de 2005 até 2024. Nos últimos dois anos as vendas para o exterior somadas foram de 141.398.984 quilos inferiores aos quantitativos médios das últimas duas décadas. Isso explica, de certa forma, a melhor valorização ao produtor.


Nesse comparativo, os anos de 2012 e 2013 representaram vendas bem superiores, 637.593.057 e 626.876.030 quilos, respectivamente. Seguido de 2014 com quebra de produção, vindo a 476.021.246 quilos. Nesses três anos o preço veio subindo, US$ 5,11; 5,22 e 5,25. Os sete períodos seguintes mostram queda, baixando para US$ 4,23 em 2015. Depois breve melhora e nova queda para o valor de apenas US$ 3,15 por quilo em 2021.


O preço médio em dólar, nos últimos 20 anos, é de US$ 4,33. Contudo, com oscilações e mais que dobrando dos US$ 2,71 passando aos US$ 6,54. Ao cair em vendas, dos mais de 674 mil toneladas em 2009 para menos de 506 mil no ano seguinte, o valor por quilo saiu de US$ 4,51 para US$ 5,46. Tendo um cenário de oscilações na sequência por cinco anos e seguido por redução de valores nos sete anos sequenciais, de 2015 a 2021.


Nesse ano, inclusive, ficou em US$ 3,15, ou seja, menor de 2007 quando esteve em US$ 3,19, valor esse novamente atingido em 2020. Mesmo sendo, em 2021, um valor por quilo maior que o mínimo de US$ 2,71 registrado em 2005, a exportação total gerou 'apenas' US$ 1.464.175.784,00. Menor total final em 20 anos. Ao passo que, em 2024, o preço mais que dobrou, chegando em US$ 6,54 por quilo de média e quase US$ 3 bilhões.


Por sinal, o recorde de movimentação em dinheiro está numa safra bem maior que a média, 626.876.030 quilos em 2013 com média de US$ 5,22 por quilo e valor final de US$ 3.271.073.137,00. Superando justamente o ano anterior em que se exportou mais, 637.593.057 quilos por US$ 5,11 e totalizando US$ 3.256.070.238,00. Uma terceira vez em que houve a quebra da barreira dos US$ 3 bilhões aconteceu em 2009: US$ 3,046 bilhões.


O recorde de 2007 em exportação, 709.738.006 quilos é 28,08% maior que a média dos últimos 20 anos. Seguido de 2008 com 690.939.333 e 2009 com 674.709.490 quilos, como os três períodos de maior comércio do tabaco global a partir do Brasil. Depois vieram dois anos seguidos de queda nas vendas: 505.620.066 e 545.266.506 quilos, e com melhoria de preço em dólar, curiosamente nesse comparativo.


É bem curiosa a relação de maior quantidade, menor preço, lei da oferta e da procura ao longo desse período. Mas há intervalos, de 2014 a 2021 em que a exportação foi abaixo da média, mas os valores não agradaram. Justamente numa época de situação global menos favorável, pandemia de covid-19 e maior produção em outros países. Essa análise toda é com base na Comex Stat, estatística oficial brasileira de exportações e importações.


Com informações da Comex Star e imagem arquivo/Afubra.

 
 
 
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