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O Brasil bateu recorde nas exportações de tabaco em 2025, com 561 mil toneladas vendidas ao exterior. O volume representa alta de 23,36% nos quilos comercializados e crescimento de 13,92% no valor final. Apesar do avanço, o preço médio pago em dólar recuou 7,63%.


No fechamento do ano, o montante exportado gerou US$ 3,389 bilhões, o que equivale a mais de R$ 18 bilhões. O valor fica acima dos quase R$ 16 bilhões registrados no ano passado, quando foram exportadas 455 mil toneladas. Em valor, o resultado supera o recorde de 2013.


Comparação com 2013 e evolução do preço médio

Em números finais, há 12 anos o setor registrou o maior valor final de exportações de tabaco a partir do Brasil, quando atingiu US$ 3.271.073.137,00 ou R$ 17.565.662.745,69 (cotação de hoje US$ 1,00 = R$ 5,37). Em 2013, foram vendidos 626.876.030 quilos, ao preço médio final de US$ 5,22 — quantitativos maiores do que os fechados em 2025, quando se comercializou com o exterior o total de 561.052.572 quilos.


A diferença está no valor médio pago por quilo. Dos US$ 5,22 de 2013, passou para US$ 6,04 no ano passado e gerou o valor final de US$ 3.389.422.882,00 ou R$ 18.201.200.876,34. Nessa mesma linha de entendimento, apesar do valor financeiro maior e do recorde de exportações, de acordo com os dados divulgados pelo Comex Stat — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o preço médio caiu.


Histórico recente e média de longo prazo

Em 2024, os importadores, na média, pagaram um preço médio final de US$ 6,54 ou R$ 35,13 na cotação desta quarta-feira (07/01). No ano passado, baixou para US$ 6,04 ou R$ 32,44. Mesmo assim, é quase o dobro de 2021, quando se pagou “apenas” US$ 3,15 ou R$ 16,97.


Concluindo essa linha de raciocínio, a média dos últimos 25 anos é de pouco mais de 545 mil toneladas, com preço médio de US$ 4,10 ou R$ 22,01.


Com informações do Comex Stat/MDIC e imagem divulgação/SindiTabaco/Afubra.

 
 
 

Uma comitiva de parlamentares, representantes de municípios produtores de tabaco e entidades da cadeia produtiva da Região Sul partiu rumo à Suíça no sábado, 15 de novembro, para acompanhar a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). O evento começou hoje, 17 de novembro, e segue até o próximo sábado, 22 de novembro, em Genebra, mas o grupo de brasileiros teve o acesso negado.


Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais — a maioria composta por produtores rurais — Giovane Weber, influenciador e também produtor rural, está na Suíça junto com a comitiva. Ele partiu de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e pretende compartilhar sua “visão sobre o evento e o tratamento dado à atividade que tem grande importância econômica e social no agronegócio brasileiro”, conforme divulgou o Sindicato da Indústria do Tabaco da Região Sul do Brasil (SindiTabaco).

“Nas últimas edições da COP, acompanhamos pela mídia e vimos a dificuldade que é para quem defende a fumicultura”, afirma. “Quero mostrar aos produtores brasileiros, que, assim como eu, vivem da cultura do tabaco, como somos tratados em um evento como esse”, disse na semana passada. Considerando que esse debate deveria ser público, Giovane Weber já previa o que se confirmou na manhã de hoje, em Genebra.


“Todos nós fomos retirados do evento”, relatou em um grupo onde atualiza o andamento da situação na Europa, já no início da tarde. “Fomos conduzidos para fora”, ressaltou o produtor e influenciador. Junto com ele, quatro deputados federais da comitiva também foram barrados, assim como os demais presentes. O grupo conseguiu entrar no local, mas foi retirado em seguida. “Clima tenso”, compartilhou.


A comitiva esperava ter acesso aos debates, conforme informações divulgadas por entidades e integrantes do grupo, imaginando que a delegação oficial brasileira não criaria obstáculos à produção de tabaco já estabelecida no país e cumpriria a declaração interpretativa assinada pelo governo federal quando o Brasil aderiu à Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT). Essa era a expectativa da viagem à Suíça, na tentativa de participar do evento.


Com informações e imagem disponibilizadas por Giovane Weber, direto de Genebra.

 
 
 

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) manifestou preocupação com o posicionamento da delegação brasileira para a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, que será realizada em Genebra entre 17 e 22 de novembro.


O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, rebateu declarações da secretária-executiva da Conicq e alertou para um "descompasso" entre o discurso oficial de proteção aos produtores e as propostas que estariam sendo preparadas pelo governo, que, segundo ele, já incluíram no passado a redução de área plantada e a proibição de assistência técnica.

Thesing criticou o cerceamento de diálogo, lamentando que representantes do setor, incluindo produtores e prefeitos de municípios produtores, sejam impedidos de acessar o local da conferência. Ele reforçou que isso não se trata de interferência industrial, mas da supressão do contraditório. O dirigente cobrou ainda que o compromisso de diálogo firmado com o embaixador brasileiro em Genebra seja cumprido.


Outro ponto de alerta é o uso da pauta ambiental para justificar a proibição de filtros de cigarro. O SindiTabaco considera a medida uma distorção que pode ter um "efeito devastador", entregando a produção de cigarros ao mercado ilegal.


A entidade finalizou reforçando a importância econômica do tabaco para o meio rural. Dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) indicam que, na safra 2024/25, a renda de um hectare de tabaco equivale à de 7,85 hectares de soja, sendo o tabaco responsável por 59% dos R$ 24,7 bilhões gerados em produtos agropecuários pelos produtores do setor. O SindiTabaco cobra políticas públicas que reconheçam essa relevância e evitem decisões tomadas sem a devida participação.


Com informações do SindiTabaco, Afubra e COP 11 e imagem criada por IA Adapta sobre a temática.


 
 
 
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