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Outubro de 2025 – No próximo dia 28 de outubro, o Brasil celebra o Dia do Produtor de Tabaco, instituído em 2012 para homenagear trabalhadores que sustentam uma das cadeias mais tradicionais e relevantes do agronegócio nacional.

Neste ano, a data ganha um significado ainda mais especial: a Declaração Interpretativa da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que garante respaldo institucional à produção de tabaco no país, completa 20 anos.

Um marco de proteção ao produtor

Assinada em outubro de 2005 por seis ministros de Estado, a Declaração foi decisiva para que o Brasil ratificasse, com ressalvas, a CQCT — acordo internacional promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O documento assegurou que o país permaneceria comprometido com a proteção aos produtores de tabaco e com o livre comércio do produto, reconhecendo a importância econômica e social dessa atividade, especialmente nas regiões Sul e Nordeste.


Desde então, as Conferências das Partes (COPs) da CQCT — realizadas a cada dois anos — vêm definindo diretrizes sobre o controle do tabaco em nível global. O Brasil, embora líder mundial em exportações há mais de três décadas, também tem sido protagonista na implementação das medidas acordadas, muitas das quais impactam diretamente a produção.

“As primeiras COPs tratavam exclusivamente do controle do tabagismo, mas a partir da quarta edição percebemos uma mudança de direção. Os temas passaram a afetar também a produção de tabaco, como restrições ao crédito”, recorda Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco.

Segundo ele, a medida adotada no Brasil em 2016 trouxe dificuldades aos produtores rurais, que passaram a enfrentar limitações no acesso a crédito.

“Queremos enaltecer nossos produtores e lembrar a importância de permanecermos atentos e mobilizados, para garantir o cumprimento do compromisso firmado pelo governo brasileiro e evitar novas restrições durante a COP 11, que ocorre de 17 a 22 de novembro, em Genebra”, ressalta Thesing.

No centro de tudo, o produtor de tabaco

O setor do tabaco é um dos pilares da economia agrícola do Brasil, especialmente nas regiões Sul e Nordeste, onde se concentra a maior parte da produção e da mão de obra.

O produtor é o elo fundamental de uma cadeia que movimenta bilhões, gera empregos e sustenta economias locais.


De acordo com a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), o número de famílias produtoras no Sul chegou a 138.020 na safra 2024/25, um crescimento de 3,57% em relação à anterior.

Foram produzidas 719.891 toneladas de tabaco em 525 municípios, o que representa um aumento de 41,7% e receita estimada em R$ 14,58 bilhões.

Conforme o MDIC/ComexStat, entre janeiro e setembro de 2025 o Brasil exportou 376.907 toneladas de tabaco — um avanço de 19,23% sobre o mesmo período do ano anterior —, com receita de US$ 2,35 bilhões (+16,22%).

O setor emprega mais de 44 mil trabalhadores diretos, entre efetivos, safristas, terceirizados e transportadores, concentrados principalmente no Vale do Rio Pardo (RS).


“Rendemos homenagem aos valorosos produtores de tabaco, que com dedicação e responsabilidade sustentam uma das cadeias produtivas mais importantes do país. Graças ao compromisso de cada família e à confiança mútua que se renova a cada safra, o setor mantém sua força e liderança”, destaca Thesing.

Trechos da Declaração Interpretativa de 2005

“O Brasil interpreta que não há proibição à produção do tabaco nem restrição a políticas nacionais de apoio aos agricultores que se dedicam a essa atividade.”


“É imperativo que a Convenção mobilize recursos técnicos e financeiros internacionais para auxiliar países em desenvolvimento na busca de alternativas econômicas ao tabaco, dentro de estratégias de desenvolvimento sustentável.”


“O Brasil não apoiará propostas que utilizem a Convenção como instrumento de práticas discriminatórias ao livre comércio.”

Quem assinou a Declaração
  • Dilma Rousseff – Ministra-Chefe da Casa Civil

  • Celso Amorim – Ministro das Relações Exteriores

  • José Agenor Alvares da Silva – Ministro da Saúde

  • Miguel Rossetto – Ministro do Desenvolvimento Agrário

  • Roberto Rodrigues – Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

  • Antônio Palocci – Ministro da Fazenda

20 anos de um compromisso histórico

A Declaração Interpretativa reafirma, duas décadas depois, a importância de conciliar políticas públicas de saúde com o respeito à atividade agrícola e ao produtor rural, que segue sendo protagonista de uma cadeia essencial à economia e à história do Brasil.


Com informações e imagens do SindiTabaco, Afubra e Comex Stat e uso do ChatGPT na formatação do texto e imagens.



 
 
 

 

Mesmo com o chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos da América — descrito por especialistas como algo “monstruoso” para o comércio exterior brasileiro —, o impacto ainda não é sentido de forma significativa nas exportações de tabaco do Brasil. De janeiro a setembro de 2025, o volume embarcado para os EUA superou o registrado em três dos últimos quatro anos.

 

Nos últimos cinco anos, apenas em 2020 e 2024 o Brasil exportou mais tabaco aos norte-americanos no mesmo período. Ainda assim, os números permanecem bem abaixo do recorde de 2012, quando foram vendidos quase 65,5 milhões de quilos. Em relação a 2024, houve uma leve queda de cerca de 5 mil toneladas, mas o volume supera o de 2021, 2022 e 2023. O preço médio por quilo em 2025 é o segundo maior da série, atrás apenas do registrado no ano passado.

 

A cotação média atual é de US$ 6,19 por quilo, abaixo dos US$ 6,52 de 2024, mas superior aos valores dos 15 anos anteriores. O preço é mais que o dobro do verificado em 2020 (US$ 2,90) e em 2021 (US$ 2,82). Em comparação com 2012 e 2013, as vendas anuais atuais aos EUA representam praticamente metade das mais de 75 milhões de toneladas exportadas há doze anos.

 

No acumulado geral, o Brasil já ultrapassou a marca de US$ 2 bilhões em exportações de tabaco pela primeira vez desde 2013, atingindo US$ 2,185 bilhões até setembro. Em volume, foram 351 mil toneladas, superando as 294,5 mil do ano passado e ficando atrás apenas de 2022, quando o total foi de 387,5 mil toneladas. A média histórica dos últimos 15 anos é de 358,5 mil toneladas — patamar que deve ser superado ainda em outubro.

 

Se mantida a tendência, as vendas podem ultrapassar 400 mil toneladas em 2025, marca atingida apenas em 2019 e nos anos de 2012 e 2013. Os dados mostram que o preço do quilo não tem relação direta com o volume exportado no longo prazo.

 

Em 2011, o valor médio do quilo de tabaco exportado pelo Brasil era de US$ 5,50, com oscilações nos três anos seguintes e uma sequência de quedas que durou até 2021, quando o preço chegou a US$ 3,04. A partir de 2022, houve recuperação tanto no volume quanto no valor, com o preço médio mais que dobrando e alcançando US$ 6,43 em 2024, seguido por uma leve oscilação para US$ 6,22 em 2025.

 

A China segue como principal responsável pelo alto valor médio das exportações, pagando US$ 9,73 por quilo — um aumento de 23,8% em relação aos US$ 7,87 do ano passado. Já a Bélgica, principal porta de entrada do produto brasileiro na Europa, ampliou as compras de 86,5 mil para 97,8 mil toneladas, embora com queda de 9,2% no preço médio por quilo. Nos demais mercados, os valores permanecem relativamente estáveis.


Com informações Comex Stat e ChatGPT na formatação gráfica e imagens.

 
 
 

O Brasil se prepara para uma safra de tabaco promissora em volume, mas o aumento expressivo na área plantada pode gerar um efeito colateral indesejado: a desvalorização do produto pago ao produtor.


De acordo com estimativas recentes do setor, a área cultivada com tabaco no Sul do Brasil — responsável por mais de 95% da produção nacional — deve alcançar cerca de 309,9 mil hectares na safra 2024/2025, um aumento de 9% em relação ao ciclo anterior. A expectativa é de que a produção total chegue a aproximadamente 696 mil toneladas, segundo projeções divulgadas por entidades ligadas à cadeia produtiva e fontes internacionais.


Apesar do cenário de expansão, especialistas alertam que o crescimento da oferta pode pressionar os preços, principalmente se houver perda de qualidade ou desaceleração da demanda externa. O setor exportador teme que o equilíbrio entre produção e consumo mundial seja rompido, reduzindo a rentabilidade dos produtores.

“O desafio será manter a qualidade da folha e evitar excesso de oferta. Se o volume subir mais do que o mercado absorve, os preços ao produtor tendem a cair”, avalia um consultor do setor.

O Brasil segue como líder mundial nas exportações de tabaco, posição que mantém há mais de três décadas. Em 2024, o país exportou cerca de 455 mil toneladas, gerando US$ 2,97 bilhões em receita. Para 2025, a expectativa é de crescimento entre 10% e 15%, o que pode elevar o faturamento acima da marca dos US$ 3 bilhões.


Os principais destinos continuam sendo China, Bélgica, Estados Unidos, Indonésia, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Nos primeiros meses de 2025, as exportações brasileiras já somavam 206,5 mil toneladas, com receita de US$ 1,36 bilhão, um aumento de quase 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.


Mesmo com a boa performance internacional, as condições climáticas — especialmente períodos de seca e calor excessivo — impactaram a qualidade de parte da safra, o que pode refletir em ajustes nos preços médios pagos ao produtor.

“O tabaco brasileiro é reconhecido pela qualidade, mas se o volume crescer rápido demais, sem controle técnico, o risco é ver o preço cair mesmo com a exportação aquecida”, reforça o analista.

O mercado global de tabaco segue estável, mas com sinais de saturação em alguns mercados tradicionais, o que exige maior atenção estratégica do setor produtivo. O desafio, afirmam especialistas, é crescer de forma sustentável, equilibrando volume, qualidade e rentabilidade.


📈 Resumo:

  • Área plantada: 309,9 mil hectares (+9%)

  • Produção estimada: 696 mil toneladas

  • Exportações em 2024: 455 mil toneladas | US$ 2,97 bilhões

  • Exportações previstas para 2025: +10% a +15%

  • Risco: queda de preço ao produtor por excesso de oferta.


Texto elaborado com auxílio do ChatGPT e IA, com base nas informações da Afubra e SindiTabaco. Imagens ChatGPT/Afubra.

 
 
 
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