Brasil acelera exportação e Europa concentra o destino
- O Fumilcultor Site
- 9 de jan.
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Tabacos e derivados embarcados do Brasil alcançaram 122 países em 2025, somando mais de 560 mil toneladas. A Europa foi a principal porta de entrada, com destaque para o porto de Antuérpia, na Bélgica, por onde passou praticamente um quarto de toda a exportação brasileira: 23,32% — mais que o dobro do volume direcionado à China, que respondeu por 11,56% do total.
Na sequência dos principais destinos aparecem Indonésia e Estados Unidos (EUA), seguidos por Polônia e Emirados Árabes Unidos. Juntos, Bélgica, China, Indonésia e EUA concentram 48,01% de tudo o que o Brasil exporta no setor, enquanto os outros 118 países ficam com o restante. Os dados são Comex Stat - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Bélgica x China: volumes diferentes, preços bem distintos
Em valor negociado, a China encostou na Bélgica, apesar de importar menos. O comércio com a Bélgica somou US$ 733.421.283,00 ( R$ 3.960.474.928,20 ), enquanto com a China foi de US$ 576.550.620,00 ( R$ 3.113.373.348,00 ).
A explicação está no preço por quilo. Em 2025, os chineses pagaram US$ 8,89 ( R$ 48,03) por quilo, contra US$ 5,60 ( R$ 30,27 ) no fluxo via Bélgica — uma diferença de 58,75% a mais no valor unitário pago pela China.
Já os EUA importaram menos que a Indonésia e ainda pagaram abaixo dos patamares praticados por europeus e asiáticos, reforçando um quadro de menor apetite (ou menor poder de precificação) no mercado norte-americano.
EUA: queda em preço e quantidade e possível efeito do “tarifaço”
O texto indica que o tarifaço imposto pode ter prejudicado as exportações brasileiras para os EUA, tanto por recuo em quantidade quanto em preço em relação ao ano anterior.
Em 2025, os EUA importaram 35.215.335 quilos, pagando US$ 5,54 por quilo. Em 2024, haviam importado 39.839.653 quilos, a US$ 6,40 por quilo.
Apesar da retração, o desempenho de 2025 ainda supera 2023, descrito como o pior ano dos últimos 25 para esse mercado. E o contraste histórico é grande: há duas décadas, os EUA importavam quase três vezes mais.
Indonésia acelera e quase dobra as compras em um ano
Se os EUA recuaram, a Indonésia avançou forte. Em 2025, o país praticamente dobrou a compra feita em 2024: saiu de quase 21 mil toneladas para mais de 38 mil toneladas.
O movimento ajuda a explicar por que, no ranking por destinos, a Indonésia aparece à frente dos EUA no recorte apresentado, reforçando a mudança de eixo do crescimento para alguns mercados asiáticos — embora com volatilidade.
China oscila: paga mais, mas compra menos em 2025
A China comprou 2,2 milhões de quilos a menos em 2025 na comparação com 2024. O comportamento do mercado chinês é descrito como de oscilações abruptas, com anos em que as compras podem cair para metade do volume do ano anterior.
Essa volatilidade contrasta com a leitura do comércio europeu, que aparenta mais estabilidade ano a ano, especialmente quando se observa o papel da Bélgica como “hub” de entrada.
Antuérpia como termômetro europeu: média alta e sinais de “reabastecimento”
Pela Bélgica — principal porta de entrada do tabaco brasileiro na Europa —, os últimos sete anos mostram uma média anual pouco superior a 120 mil toneladas.
O recorde de 2022, com pouco mais de 148 milhões de quilos, é interpretado como possível “reabastecimento” após um ano anterior de compra mais baixa, de “apenas” 100 mil toneladas. Depois disso, os volumes recuaram para 113 mil e 103 mil nos dois anos seguintes.
No preço médio, houve melhora em 2024, com US$ 6,19 ( R$ 33,43 ), mas em 2025 o valor caiu para US$ 5,60 ( R$ 30,27 ).
Polônia chama atenção: salto de volume, mas com preço baixo
A Polônia ganhou destaque pela evolução do volume: em 2025, importou 26.196.622 quilos, pagando US$ 3,69 por unidade (valor unitário informado). Em 2024, o comércio havia sido de apenas 8,38 milhões de quilos.
No histórico, a média dessa relação comercial é descrita como na casa de 15 mil toneladas nos últimos dez anos.
Com informações do Comex Stat - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Imagem gerada por IA.






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