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Anderson José Sviech é atualmente produtor de tabaco em Palmeira, no Paraná. Na sua experiência de vida foi orientador e supervisor no Centro-Sul do Paraná. Palmeira, São João do Triunfo, São Mateus do Sul, Rio Azul, Rebouças, Imbituva, Teixeira Soares e Fernandes Pinheiro foram os municípios de atuação. Seu trabalho teve foco no cultivo orgânico, com três anos de orientador e depois coordenador desse projeto nos três Estados do Sul.


Na época, atuando em nome de uma empresa fumageira. Período de dificuldades por conta da diferença de solos de 'diversas realidades'. "Bastante conhecimento e aprendizado", explica. Com o fim do projeto retornou para a propriedade onde voltou ao cultivo de tabaco no sistema convencional. Por dois anos produziu muito bem, mas sem qualidade. Criando um questionamento do que estaria ocorrendo com sua lavoura.


De início até cogitou parar com a atividade, mas insistiu e fez algumas mudanças, de variedade de tabaco e adubação, especialmente. "Deu resultado, mas senti que poderia fazer algo melhor ainda", cita. Disso a busca por soluções mais efetivas, uma vez que estava no 'olhômetro' num primeiro momento. Contando com a experiência do trabalho de orientação do projeto anterior somado ao conhecimento na propriedade.

Lavoura com solo corrigido com a tecnologia da A2P com análises de solo em camadas estratificada, recomendações de adubação e cobertura personalizadas de acordo com o diagnóstico e também com monitoramento de análises do tecido vegetal ( folha verde).
Lavoura com solo corrigido com a tecnologia da A2P com análises de solo em camadas estratificada, recomendações de adubação e cobertura personalizadas de acordo com o diagnóstico e também com monitoramento de análises do tecido vegetal ( folha verde).

Dali veio uma parceria, iniciada em 2023, com um amigo e empresário, somado da faculdade de Agronomia. "Buscar algo diferenciado", menciona. Assim veio a "agricultura de precisão" na parte de correção de solos e adubação para o tabaco. Seu trabalho estratificou a área, levando em conta três níveis de solo, até 10cm de profundidade, de 11 a 20 e de 21 a 40cm. O apontamento foi da necessidade de corretivos para ser produtivo.


18 toneladas de calcário mais sete de gesso, por alqueire, foi o indicado para fazer essa correção. Decidido em mudar a produtividade e qualidade, Anderson fez o manejo dos produtos. Junto de uma análise do tecido vegetal para observar a absorção de nutrientes do fumo verde em folhas e seguido de aplicações indicadas. Diante de uma média de 120 gramas por planta no Paraná, a experiência alcançou 200 gramas.


Ficando feliz e compartilhando imagens, surgiram questionamentos nas redes sociais sobre o sucesso alcançado num ano chuvoso e totalmente atípico. Anderson passou em conversar com outros produtores que o perguntaram e explicava os métodos usados, enquanto seguiu com as análises de solo e ampliou o trabalho estratificado, numa 4ª camada, até 60cm, ajustando os nutrientes indicados nessa correção de solo.


Os indicativos atuais elevam a qualidade do solo para o patamar de altas produtividades, conforme as análises feitas na última safra. A absorção de nutrientes tem sido mais efetiva, por essa ação técnica. Isso, entre outras coisas, ajuda na correta adubação e traz equilíbrio nutricional. "Reduz custos, aumenta a qualidade e melhora a renda", frisa. Sem contar, a redução de ataque de pragas por conta de a planta estar mais sadia.


Lavoura com solo sem correção e com desequilíbrio nutricional comprovado por análise de tecido vegetal
Lavoura com solo sem correção e com desequilíbrio nutricional comprovado por análise de tecido vegetal

Com informações e imagens cedidas por Anderson José Sviech.

 
 
 

Uma assembleia geral ordinária realizada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), realizada no últimos sábado de julho (26/07) definiu pela manutenção de taxas de contribuição para granizo de 6%. Mantidas as bonificações e benefícios até com incremento percentual à safra passada, Pagamentos antecipados tem descontos para quitação de agosto a outubro, de 3% a 8%, de acordo com a aprovação.


A reunião foi realizada no auditório do Teatro do Colégio Mauá, em Santa Cruz do Sul/RS. "Apesar de uma redução no número de atingidos pelo granizo na safra 2024/2025, os associados da Afubra optaram por manter o valor da taxa de contribuição, o que servirá para solidificar o fundo de reserva da Afubra, duramente afetado nas últimas safras, cujo clima trouxe grandes prejuízos aos associados", cita a Associação.


"Portanto, durante a Assembleia foi proposto e aprovado manter a taxa de contribuição para granizo em 6%. A Afubra mantém um programa de bônus ao associado que, por diversos anos não tenha sido atingido por granizo. Para o associado que têm direito às bonificações de 10%, 20%, 30% e 40%, as taxas, se mantém em 5,4%, 4,8%, 4,2% e 3,6%, respectivamente", explica a instituição.


Visando um "tratamento único para os associados", a Afubra criou a Unidade Referencial Mutual (URM), com na classe BO1. "A URM serve de base para o recebimento dos benefícios e pagamentos dos auxílios do Sistema Mutualista". Passando na safra de 2025/2026 a valer R$ 25,26, ou seja, acréscimo de 8,88% sobre o valor de R$ 23,20 do período anterior.


Associado que pagar a Afubra até 31 de agosto tem desconto de 8%. 5% para quem quitar até 30 de setembro e 3% até 31 de outubro, prazo final para inscrições. "Desde a safra 2017/2018, o prazo de carência passou a ser de sete dias, a partir da entrega dos pedidos de inscrição de lavouras na Afubra, matriz e filiais, e postagem no Correio", explica e entidade sobre os prazos.Ainda, "produtor devedor, mesmo tendo feito sua inscrição anterior ao pagamento, a validade contará sete dias a partir da data do pagamento".


Com informações e gráfico da Afubra.


 
 
 

Atualizado: 5 de ago. de 2025

O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) emitiu uma nota em que demonstra “grande preocupação” com a confirmação, por parte dos Estados Unidos da América (EUA), da aplicação da tarifa de 50% sobre as importações do produto brasileiro a partir da próxima quarta-feira (06/08). 9% das exportações brasileiras são para clientes estadunidenses e, essa medida, ameaça sobre tudo a competitividade do fumo brasileiro. A indústria não prevê demissões.


O EUA é o terceiro maior importador, tanto em volume quanto em valor, segundo o SindiTabaco, com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC/ComexStat). Neste ano, até o final de junho, o Brasil exportou 19 mil toneladas de tabaco para estadunidenses, gerando US$ 129 milhões (R$ 722 milhões na cotação de hoje) em receita. No acumulado de 2024, foram 39,8 mil toneladas e US$ 255 milhões (R$ 1 bilhão, 428 milhões na cotação de hoje) em vendas externas para o país presidido por Donald Trump.


Para o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, a expectativa inicial era de que houvesse uma negociação ou prorrogação do prazo, o que não ocorreu. “A manutenção da tarifa cria uma situação bastante complexa e a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano fica ameaçada. Podemos esperar, como consequência, uma redução drástica nos volumes exportados aos clientes americanos”, afirmou, segundo nota da entidade.

Apesar disso, o setor assegura que “não há qualquer previsão de demissões”. Thesing explica o fato do “tabaco que já foi contratado junto aos produtores por meio do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT) vai ser adquirido normalmente pelas empresas integradoras conforme regra dos contratos de integração”. Esse sistema, segundo o presidente do SindiTabaco, oferece “garantia e segurança para o produtor quanto à aquisição do volume já contratado”.


Conforme a entidade, da safra 2025/2026 já contratada junto aos produtores, cerca de 40 mil toneladas faziam parte da previsão de negócios com os Estados Unidos. “Se não for possível realocar esse volume de forma imediata para outros mercados, ele ficará estocado no Brasil”, explica. “No entanto, temos a expectativa de, nos próximos meses, redirecionar o montante que seria exportado aos Estados Unidos para outros destinos, pois exportamos para mais de 100 países”, acrescenta Valmor Thesing.


Com informações e imagem do SindiTabaco.

 
 
 
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