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O total de tabaco exportado pelo Brasil no mês de abril de 2025 foi de 28.956.625 quilogramas (Kg) e gerou um valor de US$ 163.623.877,00 (R$ 924.474.905,05). Bélgica segue no topo como principal destino. Enquanto, do total de valor recebido, 15,48% teve origem nos Estados Unidos da América (EUA), 2º da lista. Crescendo 46,69% se comparado ao total vendido para os estadunidenses em janeiro e mais que o dobro de março.


Somente em abril a compra dos EUA quase somou os dois meses anteriores e teve um preço também bem melhor. Curiosamente, se publicou a tendência de queda nas exportações e se especulou o assunto relacionado às mudanças tarifárias. Na prática se comprovou exatamente o contrário, pelo menos nos embarques registrados. Curiosamente é o melhor resultado entre os primeiros quatro meses e melhor do mesmo período de 2024.


Em valores, no mês de abril de 2025, o Brasil vendeu aos EUA US$ 25.322.789,00 (R$ 143.073.757,85). Comparando o mesmo período do ano passado (janeiro a abril) com os quatro primeiros meses desse ano, é o melhor resultado em valor e preço por quilo dentre os oito períodos mensais. O valor médio chegou a US$ 8,38 por Kg, ou R$ 47,33. São R$ 10,10 a mais por Kg se comparar com os US$ 6,59 (R$ 37,23) do mês de março de 2024.


Também, maior dos US$ 7,48 de abril de 2024. Nesses comparativos é possível notar um salto gigante de preço de R$ 17,28 por quilo (US$ 3,06) de janeiro de 2024 para mais que o dobro em janeiro de 2025 - US$ 6,38 (R$ 36,04). Também, a quantidade de Kg aumentou consideravelmente nos mesmos meses: em abril de 2024 - 2.013.434 - e abril de 2025 - 3.022.859. Ou seja, metade a mais e quebrando a falácia sobre especulação tarifária.


Se olhar os dados dos quinze países que mais importaram tabaco do Brasil, Alemanha pagou melhor US$ 11,37 (R$ 64,23); seguida da Holanda US$ 9,82 (R$ 55,48), depois China US$ 9,10 (R$ 51,40), Vietnã US$ 8,44 (R$ 47,70), Colômbia e EUA US$ 8,38 (R$ 47,33). Apesar de comprar mais de 1/3 do tabaco brasileiro (34,85%), os belgas pagaram bem menos: US$ 4,27 (RS 24,13) por cada um dos 10.092.313 Kg.


Com informações da Comex Stat e imagem SindiTabaco/banco de imagens.

 
 
 

"O setor produtivo tem sido alvo de difamações baseadas em suposições que não condizem com a realidade", aponta o relatório institucional do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco). A edição de 2025 com o título ‘Tabaco – Olhar para o futuro’, conforme a entidade, "já indica a disposição de se reinventar", seguir firme e com a disposição de manter a importância no "agro brasileiro, especialmente no Sul do Brasil".


Um dos pontos de atenção do SindiTabaco em 2024, de acordo com o relatório, foi reforçar ações para fortalecer o Sistema Integrado de Produção do Tabaco (SIPT), existente há mais de um século, visando cumprir a legislação e ter "olhar atento para a produção sustentável, inovação e qualidade e integridade do produto". Inclusive, recentemente, o Sindicato demonstrou preocupação com a legislação sobre compra na propriedade.


Números da produção e das exportações, os mercados e os principais programas desenvolvidos pelo setor estão no relatório sobre o ano de 2024. Bem como, os impactos socioeconômicos e iniciativas "visando o futuro do setor". Boas práticas, programas sociais e ambientais no trabalho para impulsionar a sustentabilidade. Ou seja, um diagnóstico detalhado sobre todos esses aspectos.


O Brasil se mantém como maior exportador mundial de tabaco por mais de 30 anos, "condição que é garantida pela estabilidade no volume aliada à garantia aos clientes de um produto com qualidade e integridade. Os volumes embarcados ao longo dos anos seguem uma média histórica ao redor das 500 mil toneladas e, na última década, o montante médio exportado girou ao redor de US$ 2 bilhões em divisas", frisa o documento.


A publicação oferece informações sobre alguns aspectos "divulgados como verdades, mas que têm base apenas ideológica". A cadeia produtiva sofre "difamações baseadas em suposições que não condizem com a realidade". Para isso, uma das ações de comunicação do ano passado foi a divulgação de um paper ‘Assunto controverso, contraponto necessário’, mostrando a realidade sobre questões sociais e ambientais.


A produção e renda em pequenas propriedades sustentou na safra de 2023/2024 ao menos 133 mil famílias nos três estados do Sul. Mesmo o sistema integrado sendo questionado, existe a prerrogativa de cumprimento de contrato, se seguido pelo produtor os critérios estabelecidos. Existe o questionamento sobre a classificação da empresa, e preço oferecido, mas o fumicultor tem segurança de entregar sua produção.


Com informações e imagem/reprodução SindiTabaco.

 
 
 

Ao vender sua produção o fumicultor tem a expectativa de uma boa classificação e pagamento por quilograma (Kg) comercializado superando a faixa de *R$ 20,00 ou até um BO1 a R$ 23,36, somando de complemento podendo passar de R$ 24,00. Contudo, os valores pagos por produtos importados com origem no tabaco ou de tabaco, podem custar 100 vezes mais. Caso do charuto cubano.


A grande maioria das pessoas sabe do potencial de exportação existente no tabaco. O Brasil lidera esse ranking e comercializa com muitos países ano após ano, tendo na Europa e China, também Estados Unidos da América, Oriente Médio e África grandes mercados para vender a safra colhida especialmente nos três estados do Sul brasileiro. Mas, no contra-ponto, o país também compra fumo e subprodutos.


Os dados da Comex Stat, sistema do Governo Federal de estatísticas oficiais de tudo exportado ou importado pelo Brasil, permite observar quanto e o que os brasileiros compram de outros países. Neste ano de 2025 - de janeiro a março, por exemplo, importadores do país pagaram R$ 3.315.955,61 por 1.303 Kg de charuto cubano (charutos, cigarrilhas e cigarros, de tabaco ou dos seus sucedâneos - na nomenclatura oficial).


Ou seja, cada Kg de charuto cubano entrou no Brasil por R$ 2.544,86. O produto é o mais caro comprado a partir de tabaco ou subprodutos. Supera até extratos ou reconstituições industriais tendo o fumo na sua composição. Esses chegam a custar também mais de R$ 1.000,00 por Kg. Mas o fumo, sem processamento, pode ser comprado de outros países por pouco mais de R$ 5,00 o Kg, ou até menos de R$ 2,00.


Em quantidade, a maior parte comprada de outros países é de "tabaco não manufaturado; desperdícios de tabaco", ou seja, folhas em estado bruto (não processadas) e resíduos da sua produção, como pontas de folhas e caules. Isso é classificado no código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul). A Argentina lidera esse ranking com 1.888.432 Kg vendidos para o Brasil por R$ 17,58.


Zimbábue vendeu 854.600 Kg, Tanzânia 485.200, Índia 484.344 e Paraguai outros 475.474 Kg. Curiosamente, para os dois países africanos se pagou R$ 5,63 e R$ 8,03, por Kg, respectivamente . Para os indianos R$ 28,41 e paraguaios R$ 8,51. Mas, olhando todos os dados, na importação da Sérvia o custo ficou em R$ 1,72 por Kg (14.187 Kg totais). Também, importadores brasileiros pagaram R$ 1,84 por cada um dos 287.515 comprados dos Emirados Árabes Unidos.


Na média total, os 6.772.787 Kg importados de tabaco e subprodutos entraram no Brasil ao preço médio de R$ 21,56 em 2025. Em 2024, o Brasil importou o quantitativo de 31.703.237 Kg com média de R$ 20,67. Valor menor que os R$ 22,61 de 2023 por quantidade total de 19.358.229 Kg. A importação aumento de a partir de 2022, quando superou 18 mil toneladas. De 2018 a 2021 oscilou na casa de 10 para 11 mil toneladas, também com preço maior, foi R$ 24,72 em 2020, mas atingiu R$ 29,74 em 2018.


Com informações da Comex Stat e usado valor em real a partir do oficial em dólar - *US$ 1,00 = R$ 5,69 - cotação de 06/05/2025. E imagem banco de imagens/SindiTabaco.

 
 
 
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