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A Bélgica foi o país que mais comprou tabaco do Brasil em 2024. Ao todo 103.198.875 quilos, num movimento financeiro total de US$ 638.507.252,00 (*R$ 3,59 bilhões). Seguido da China com pouco mais de 67 milhões de quilos e quase US$ 585 milhões (R$ 3,29 bilhões). Depois Estados Unidos da América (EUA) quase 40 milhões de quilos e US$ 255 milhões (R$ 1,43 bilhões), Egito outros 32,5 milhões e US$ 233 milhões (R$ 1,31 bilhões) e Indonésia quase 21 milhões quilos e US$ 139 milhões (R$ 781,18 milhões).

 

Os valores pagos por cada quilo comprado variaram, tendo nos chineses o preço mais alto US$ 8,72 (R$ 49,00), depois Egito US$ 7,16 (R$ 40,24), Indonésia US$ 6,65 (R$ 37,37), Estados Unidos US$ 6,40 (R$ 35,97) e belgas US$ 6,19 (R$ 34,78). A China pagou praticamente 41% a mais que a Bélgica pelo tabaco importado do Brasil. Os dados são da Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

 

Curiosamente, janeiro de 2024 foi o mês com menos volume de exportação para a Bélgica 1.344.419 quilos e fevereiro o segundo menor com 4.097.692. Em agosto o Brasil exportou 18.610.418 quilos e junho foi o mês vice-líder de vendas com 12.830.540 quilos, superando o 3º (julho) por pouco mais de 7 mil quilos. Ao contrário da China que comprou 27.838.800 quilos em janeiro e outros 22.413.623 em dezembro. Em junho somente 16 e maio 18 quilos.

 

Novamente, em 2025, os chineses saíram às compras em janeiro levando 30.729.606, desacelerando para 2.118.628 em fevereiro e somente 23 quilos em março. Nesse ano a Bélgica subiu as compras para 5.628.301 no primeiro mês do ano, caindo para 2.748.178 quilos em fevereiro, depois 4.428.968 em março. Na média, a China paga US$ 9,73 (R$ 54,68) por cada quilo de tabaco, enquanto belgas somente US$ 5,05 (R$ 28,38), ou seja, 92,68% a menos.


Seguindo esses comparativos, em 2023 os chineses pagaram US$ 7,72 (R$ 43,39) de preço médio e os belgas US$ 5,33 (R$ 29,95). Três anos antes, 2020, a China importou tabaco brasileiro por US$ 4,84 (R$ 27,20) e a Bélgica por US$ 3,29 (R$ 18,49). Naquele ano a média final da exportação do Brasil ficou em US$ 3,19 (R$ 17,93). Voltando ainda mais no tempo, há dez anos atrás a média anual brasileira era de US$ 4,23 (R$ 23,77) e em 2005 de US$ 2,71 (R$ 15,23). 20 anos atrás os chineses já pagavam US$ 3,96 (R$ 22,26) e belgas US$ 2,98 (R$ 16.75). Com informações da Comex Stat e imagem SindiTabaco. *Dólar US$ 1,00 = R$ 5,62.

 
 
 

A exportação de janeiro a março de 2025 teve como destino 90 países diferentes ao preço médio de *US$ 7,12 (R$ 40,23) com venda total de 104.528.187 quilos e receita de US$ 743.999.526,00 (R$ 4,2 bilhões). 42,95% desse montante representam as vendas para a China, em dólares US$ 319.550.701,00 (R$ 1,8 bilhões) e 32.848.257 quilos. Para o mesmo período do ano passado, 1º trimestre, a exportação somava 106.411.570 quilos, receita de US$ 659.225.202,00 (R$ 3,72 bilhões) e média de US$ 6,20 (R$ 35,03) por quilo.


Comparando em dólar, o valor médio por quilo subiu 14,84% no 1º trimestre e, levando em conta o fechamento da balança comercial e a média de US$ 6,54, representa um percentual de 8,87% a mais nos três primeiros meses de 2025 do valor pago em 2024. A venda é apenas 1,77% inferior nesse período de janeiro a março. Os dados são da Comex Stat, sistema oficial para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.


O comércio total do ano de 2024 foi de 454.806.160 quilos e valores finais de US$ 2.975.322.951,00 (R$ 16,81 bilhões) e US$ 6,54 o quilo (R$ 36,95). Em 2023 as exportações fecharam em 512.063.806 e valores finais de US$ 2.729.478.380,00 (R$ 15,42 bilhões), ou seja, US$ 5,33 (R$ 30,11) por cada quilo vendido. Um ano antes, a média ficou em US$ 4,19 (R$ 23,67); US$ 3,15 (R$ 17,80) em 2021 e US$ 3,18 (R$ 17,97) em 2020. Ainda, US$ 3,88 (R$ 21,92) a média em 2019. Na matemática se pode dizer que esse ano está mais que o dobro de 2020 e 2021.


Em 2025, a Bélgica, maior importador de 2024, comprou até março em percentual 8,69% - US$ 64.624.406,00 (R$ 365,13 milhões). Depois Indonésia 6,27% - US$ 46.667.758,00 (R$ 263,67 milhões); Estados Unidos da América 6,12% - US$ 45.512.420,00 (R$ 257,15 milhões); Emirados Árabes Unidos 4,26% - US$ 31.662.648,00 (R$ 178,9 milhões); Rússia 3,42% e US$ 25.477.509,00 (R$ 143,95 milhões); Turquia 3,07% e US$ 22.854.379,00 (R$ 129,13 milhões) e Alemanha 3,06% e US$ 22.737.747,00 (R$ 128,47 milhões).


Nesse primeiro trimestre de 2025, de janeiro a março, os chineses pagaram US$ 9,73 (R$ 54,97) por cada quilo e o valor para importação belga baixou para US$ 5,05 (R$ 28,53). Enquanto a China comprou mais de 31,4% de toda a exportação, em quilos 32.848.257, a Bélgica apenas 12,25% e 12.805.447 quilos. O preço também subiu na importação da Indonésia chegando a US$ 7,36 (R$ 41,58) e nos Estados Unidos passou para US$ 6,58 (R$ 37,18). A média em 2025 está em US$ 7,12 (R$ 40,23). No mesmo período do ano passado (janeiro a março) ficou abaixo de US$ 6,20 (R$ 35,03) e fechou 2024 com média final de US$ 6,54 (R$ 36,95).


Com dados e imagem reprodução da Comex Stat (*dólar considerado US$ 1,00 = R$ 5,65).

 
 
 

Nesta semana o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) citou entender o avanço da legislação sobre compra do tabaco na propriedade um risco para o sistema integrado (link da reportagem). O assunto repercutiu nas redes sociais onde existem influenciadores com muita gente seguindo e se expressando, caso da página no Facebook 'Fumicultores Unidos.' São mais de 200 mil seguidores.


Até o próprio sistema integrado, defendido pelo SindiTabaco como parceria importante, foi questionado por fumicultores. Nesse sentido apontado supostamente a compra de tabaco por empresas fumageiras a partir de terceiros, os chamados 'picaretas'. Sem contar, nesse ponto, a crítica exposta sobre levar a produção até a empresa, ter uma avaliação de preço abaixo do esperado e ficando refém de aceitar.


Como dito pelo SindiTabaco, o transporte da propriedade até a empresa é feito pelas fumageiras, mas caso discorde do valor oferecido na esteira durante a compra, o produtor precisa arcar com os custos para trazer o tabaco de volta para casa. Nesse sentido, pagar o frete por gerar uma despesa extra e, assim, o fumicultor, mesmo discordando da classe definida na compra, acaba aceitando vender o seu fumo.


Os comentários feitos demonstram insatisfação, do lado do produtor, com questões como quando tem menos produção a avaliação da classe é melhor. Mas tendo maior oferta, a classificação na compra reduz o preço, num número grande de tipos e valores para distinguir uma folha de fumo da outra, no quesito qualidade. Classificar na propriedade traz mais evidência e valorização do produtor de tabaco.


O entendimento é de facilitar a vida do fumicultor, quando da compra ser feita na propriedade, conforme as propostas de lei em andamento no Paraná e Santa Catarina e já em vigor no Rio Grande do Sul. Sem necessidade de deslocamento da residência até a empresa, muitas vezes enfrentando tráfego intenso de veículos, rodovias em condições ruins e riscos à vida. As redes sociais, também, dão mais voz aos produtores e permitem expôr seus pontos de vista.


Com informação baseadas nos comentários de produtores diante da reportagem sobre o assunto e imagem/reprodução

 
 
 
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