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Safra de tabaco, 2023/2024, fechou em meio milhão de toneladas

  • Foto do escritor: Art Creations
    Art Creations
  • 2 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 4 de abr. de 2025




A produção sul-brasileira de tabaco da safra 2023/2024 atingiu 508.041 toneladas, ficando abaixo das estimativas previstas pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) onde se apontava 522.857 toneladas a serem produzidas. As condições climáticas influenciaram a redução de produção. A variedade Virgínia chegou a 461.866 toneladas; o Burley, 37.915; e o Galpão Comum, 8.260 toneladas.


Diante da queda de estimativa, citada e novembro de 2023, o presidente da Afubra, Marcilio Laurindo Drescher, explicou que o cálculo é realizado usando o número de pés inscritos no Sistema Mutualista, por variedade de tabaco, somando-se o número de pés dos produtores que não estão inscritos no Sistema, mais um percentual de produtores que plantaram a mais ou a menos que o inscrito inicialmente.


“Conseguimos ter certeza da área plantada; produtividade e produção dependem de clima e tratos culturais. Inclusive, a produtividade sofreu influência direta do El Niño, que provocou um clima mais úmido e quente", explicou. Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram chuvas acima da média, causando aumento de umidade do solo e doenças fúngicas nas lavouras. Isso atrapalho o desenvolvimento das lavouras.


Ainda, o período de chuvas atrapalho a colheita e a secagem do tabaco. No Paraná, além do aumento no índice de chuvas, a planta sofreu "com a elevação das temperaturas que aceleraram o ciclo de desenvolvimento do tabaco, o que afetou o seu crescimento​”, mencionou o presidente da Afubra.


Em relação à safra anterior, o Rio Grande do Sul teve uma quebra de 14,4%, fechando a produção em 219.992 toneladas (198.272 de Virgínia, 20.987 de Burley e 733 toneladas de Comum). A participação estadual é de 43,3% na produção sul-brasileira, tendo área plantada de 125.996 hectares (7,1% a mais), produzidas por 68.582 famílias produtoras (+5,9%). Com os problemas climáticos, a produtividade ficou, no geral, 20,1% menor que na safra passada.


Em Santa Catarina estão outras 40.103 famílias de fumicultores (+7,2% em relação a ciclo anterior) e produziram 150.315 toneladas de tabaco (-21,8%): 138.519 no Virgínia (-21,5%), 10.753 no Burley (-25,6%) e 1.043 toneladas no Comum (-18%). Com uma área de 84.280 hectares (+8,8%) a representação do Estado chega à 29,6% da produção sul-brasileira. A produtividade também foi castigada pelo clima.


E no Paraná, em 73.908 hectares (+11%), as 24.580 famílias produtoras (+7,8%) produziram 137.734 toneladas de tabaco (-12%): 125.075 de Virgínia (-12,8%), 6.175 de Burley (-16,5%) e 6.484 de Comum (+12,4%). Os paranaenses produziram 27,1% da produção sul-brasileira. No geral, mesmo com o acréscimo de área plantada, a quebra de safra foi de 22,7%, na produtividade, numa média sul-brasileira, o que fez com que o preço pago ao produtor fosse maior.


Com informações e imagem da Afubra.

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